[domingo, 26 de julho de 2009]
Às vezes as coisas são tão perfeitas que acabamos cansando os outros... não somos mais novidade... não causamos mais aquele efeito inicial arrebatador... boca seca... palpitar forte do coração... as circunstâncias mudam... mudamos... não somos mais o novo... somos a constância... o velho... aquilo que não causa mais o arrepio de antes... a proximidade talvez faça isso... talvez saciemos sem querer... e não deixemos aquela vontade implícita... aquela necessidade de mais uma gota... damos tudo... o pote inteiro... burrice! grande tolice... mas pra que conter as coisas? joguinhos? não não... não fazem meu estilo... se gosto... gosto! se não gosto... não gosto e pronto! odeio medidas... porque para o amor tantas quantas forem as medidas serão sempre desatualizadas... descontextualizadas... muito pode ser pouco... pouco por ser tudo! e às vezes nos contentamos com o pouco que nos é dado... e às vezes ficamos tristes mesmo quando nos é dado tanto! Assim somos... imperfeitos... tristes... felizes... certa vez ouvi dizer que não existe felicidade plena... mas que existem sim "momentos de felicidade"... não sei... simplesmente não sei... acho que existe sim uma felicidade plena e se for para explicar usando a metáfora dos momentos... acredito que a plenitude da felicidade está em fazer tantos momentos quantos forem necessários... momentos felizes... o contínuo não é contínuo... ele é formado de elementos justapostos... sobrepostos... postos em cadência... um pôs outro... e assim está formado o que convencionamos chamar de contínuo... assim tento fazer meus dias... minha vida... meu amor... e é nessa luta que às vezes me perco... às vezes não me acho... não acho... procuro... limpo... esmero... ajeito... tiro... ponho... torno a ajeitar... mas é difícil deixar como queremos... tá aí... algo para não se iludir... nada nunca vai ser exatamente como queremos... mas talvez seja em alguma medida uma representação do que desejamos... hoje sou feliz... e agora inverto a metáfora... a tristeza para mim... aparece em momentos... pequenos momentos... ínfimos... que fiz e faço questão de compactar... como um punhado de coisas que não quero ponho dentro de mim... compacto e jogo fora... felizes os que pensaram num robôzinho... tristes os que não entenderam uma palavra... me permito ser feliz... por que viver de tristeza não leva a nada... me permito a perdoar... tanto os que gosto... como a mim mesmo... porque fácil é ser incompreensível e rude... difícil mesmo é saber lidar com problemas e conseguir erguer a cabeça depois da crise... não confunda com orgulho... erguer a cabeça é conseguir levantar... sacodir a poeira... e continuar num caminho diferente do que antes seguira... é seguir um caminho novo... sempre um caminho que escolhemos... sempre um caminho melhor... um caminho que tenha como objetivo algo de bom... bem aventurado os que amam e são amados... felizes os que reconhecem isso... mais felizes ainda os que conseguem compartilhar destes sentimentos... dizem que tudo tem sua medida... tudo tem uma quantidade exata... como um tempero... se põe pouco... intragável pela falta de gosto... se põe muito... intragável pelo excesso... talvez eu não saiba bem temperar as coisas da minha vida... mas tenho a plena certeza que cedo ou tarde a mão vai se acertando... o gosto vai apurar... e aí sim... nesse ponto... vou poder fechar os olhos... pensar na vida e sorrir de tudo! afinal!
postado por thiago** em algum momento de sanidade às 13:29
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