[sexta-feira, 10 de julho de 2009]
uma hora... um minuto... um segundo... espera... não tarda... não longa... delonga... e as horas passam... passam em relógio grande... levam mais tempo que o estritamente necessário... e desnecessariamente... me faz impacientar... me tira da serenidade... serenidade parca... serenidade tola... mas que me serve de refúgio nas horas que mais preciso! e o dia passa... dia perdido... horas sem significado... poucos os minutos em que permaneço acordado... e as horas passam... o dia não me muda nada... e em nada me acrescenta... dia perdido... que termina como começa... com aquele mesmo acorde... com aquele mesmo tom melancólico... ar pesado... ar frio... sensação chata... as vezes o melhor... é esquecer... mas esquecer tem o seu preço... o seu peso... mas devemos isso ao presente... não quero ser aquele a lembrar das malfeições feitas a mim... nem de amigos que mais se aproveitavam... do que era meus amigos... o passado prefiro ele no seu devido lugar... morto e enterrado! odeio hipocrisia... e odeio gente mentirosa... assim como odeio segundas intenções... e assim como não suporto lobo em pele de cordeiro! grande covarde... se veste bonito com uma conversa branda para no momento de fraqueza dar o bote... odeio isso! ahhh a espera... espera que nos marca... porque junto com a espera vem um pacote inevitável... as expectativas... boas ou ruins... expectativas... de um dia melhor... de um futuro melhor... e eis o mal do homem... viver preso ao passado... e imaginando um futuro melhor... enquanto o presente passa... e sempre se espera dele... algo... conhecimento... virtudes... algo... algo bom... útil... ou não... proveitoso... ou não... e se perde o mais o importante... o aqui... e o agora... o hoje... e o significado de tudo isso... significado tal... ki talvez nunca seja compreendido... por conta de uma espera ridícula... que nunca cessa! viva aos afetos! burros nós! burros todos! viver o presente é uma dádiva... que muitos não sabem aproveitar... meus pés? meus dois pés? presos no presente! fincados! como dois pilares que sustentam meu mundo... meu relacionamento... meus planos... minha vida... meu tudo! e lá vem o passado com suas pedrinhas tolas querer derrubar esse pilar... ha ha ha... faz-me rir... minha base? muito forte! meu presente! um presente! felicidade é saber reconhecer o que deu certo... e o que deu errado... e chutar para longe com toda força do mundo e de preferência num ângulo de 45 graus tudo que me atormenta... tudo que um dia incomodou meu presente! posso não ser perfeito... porque de fato não sou... mas tenho princípios... tenho caráter... talvez eu seja transparente muitas vezes... outras vezes uma grande charada a ser descoberta... aquele dos poucos amigos... aquele que é sincero com quem merece e um belo filha da puta com quem não merece... posso ser tudo... posso ser o que eu quiser... por isso sou assim... sou o que sou... sou feliz! pelo menos é a impressão que eu tenho!
postado por thiago** em algum momento de sanidade às 09:51
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