[segunda-feira, 14 de abril de 2008]
O que restou?? o que vai restar?? o que sobrou??? o que irá sobrar?? nunca sabemos... talvez... talvez sobrem apenas detalhes... detalhes importantes... uma inscrição na lápide... um sonho interrompido... não porque queremos... mas porque talvez o destino assim o quis... um velho carrancudo... com chistes insuportáveis... uma foto... a lembrança de um rosto... a lembrança de um momento... um copo... uma fita... uma gota de molho no rosto... um pouco de água morna nos dedos... um pouco de água na testa... um pouco de sonhos vazios... sonhos que não se concretizaram... sonhos interrompidos... e assim por diante, e assim por diante... antes de sermos esquecidos, seremos transformados em um ideal estético... um ideal de que tudo foi perfeito... apenas um ideal... afinal... o ideal estético é a estação intermediária entre o ser... entre aquilo que é... e o esquecimento... aquilo que não se lembra mais... aquilo que se foi... e assim... destruo meus ideiais... e vivo de momentos... vivo de bons momentos... e sonho... sonho menos... e sou feliz com o que me é proporcionado... feliz com pouco?? nunca! afinal... o que me é proporcionado é o suficiente... mais que suficiente... me é essencial... essencial em peso... e em leveza... porque me sinto leve... me sinto fora do corpo... como que vê... que a vida é pouco... pouco pesada... que pode se desmanchar no ar a qualquer momento... mas viver fora do corpo não é tão legal... melhor menos é viver nos confins desta coisa que envelhece... que apodrece... que morre... que suga nossa alma... que traga nossa vida... e assim velhos estaremos com a alma cansada... com o peso da vida... com o peso do corpo... que não nos deixa ser leves... leves como dantes... flying away... acima do oceano... e vendo que a vida... não precisaria de um corpo... mas o corpo é que nos impõe limites... voltei para meu corpo... muito embora odeie limites... meu corpo não cabe o que sinto... talvez se eu fosse gordo... talvez... besteiras... dizemos sim besteiras.... assim como a dita agora a pouco... muito embora... seus beijos sejam vermelhos... muito embora eu seja um cara feliz... muito embora eu custe e entender que meu corpo me prende... mas nem por isso deixo de ser feliz... sinto cada momento... vivo cada segundo... embora saiba que nem tudo é eterno... mas minhas promessas sempre serão... pretensas... cheias de pretensões... eternidade que o corpo ceifa... mas a alma... alma alimenta... e no fim... mto embora esteja bem alimentada... a eternidade acaba... junto com o corpo... que sendo fraco... e sendo egoísta... se acaba... e consigo leva a alma... mas enquanto isso não acontece... seja feliz... e me faz feliz...
postado por thiago** em algum momento de sanidade às 21:39
____________________
